domingo, 25 de agosto de 2013
Tudo depende da maneira de dizer as coisas
Certa vez um Sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o
sonho.
- Que desgraça, Senhor!, exclamou o sábio. – Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade!
- Mas que insolente, gritou o Sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?!
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio chegou e disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do Sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.
Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!
- Lembre-se sempre… respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA
DE DIZER AS COISAS…
…E esse é um dos grandes desafios da Humanidade.
É daí que vem a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. A verdade deve ser dita sempre, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz a diferença.
No livro de Thiago, muito se lê a respeito do falar, devemos sempre pedir sabedoria a Deus, para dizer a verdade, mas com as palavras certas.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Quatro por Um - Um Milagre
Um milagre, eu precisava de um milagre
Quando os homens não puderam me atender
Um milagre, eu precisava de um milagre
Quando tudo parecia escuridão
E quanto mais eu precisei
A Tua mão me alcançou
E o milagre eu vi Você fazendo em mim
Os meus olhos se abriram
Pouca gente acreditou
Mas a Tua poderosa mão
A Tua poderosa mão
Refrão
Eu vou contar pra todo mundo
O que Deus fez por mim
Eu vou contar as maravilhas de Deus
Deus restaurou a minha vida
Me deu uma voz
Para minha geração
Um milagre
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
A Rosa Encantada
Era uma vez príncipe muito infeliz, pois lhe faltava alguma coisa na vida, mas não sabia dizer o quê. Dizia sempre que havia um imenso e angustiante vazio no peito.
Aflito, o rei mandou chamar um ancião, conhecido por sua sabedoria, e pediu-lhe ajuda. – Alteza, disse o homem, daqui a três luas nascerá no jardim do príncipe a mais bela flor que os olhos humanos já viram. Será uma rosa encantada, que trará felicidade ao seu filho, por causa da sua beleza e do seu perfume. No entanto, esta flor não pode ser retirada do lugar onde nascer, senão morrerá, e com ela morrerá a felicidade do moço.
Passadas as três luas, aos primeiros raios do amanhecer, fez-se um burburinho no jardim, bem sob a janela do príncipe, que, ao levantar-se e ir à sacada para ver de onde vinha aquele som, ficou mudo, completamente sem fala, diante a beleza da flor.
Era realmente uma flor sem igual! O jovem vestiu-se às pressas e desceu as escadarias a passos rápidos. Atirou-se de joelhos na grama, e ficou a admirar suas formas e cores, e a inalar seu indescritível perfume. E, de repente, ele se apaixonou por ela, e a felicidade invadiu sua alma. E ele se esqueceu que um dia foi infeliz.
Mas, uma coisa preocupante aconteceu: a notícia da rosa encantada esparramou-se rapidamente pelo reino e centenas de pessoas vieram vê-la e aspirar seu perfume.
E o príncipe ficou enciumado. Colocou guardas ao redor da flor, mas sua beleza parecia que atraía as pessoas, tendo os guardas, muitas vezes, de usar de força para as conter.
Um dia, aborrecido por ter dividir sua flor com tanta gente, mesmo ciente das advertências do sábio, o príncipe a arrancou do jardim e a plantou num vaso de ouro, cravejado de diamantes, e a levou para seu quarto. Agora ele a teria só pra si.
Regou-a, arrumou a terra ao seu redor, protegeu-a como pode e cuidou dela a noite inteira, mas, ao amanhecer, ela havia morrido.
Põe-me como selo sobre o teu coração,
como selo sobre o teu braço;
porque o amor é forte como a morte;
mas, o ciúme é cruel como o inferno.
Cânticos 8.6
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domingo, 4 de agosto de 2013
A Verdade e a Parábola
A Verdade visitava os homens; sem roupas e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.
E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.
Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.
Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.
— Verdade, porque estás tão abatida ? – perguntou a Parábola.
— Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto !
— Que disparate – riu a Parábola – não é por isso que os homens te evitam.
Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.
Então a Parábola falou :
— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada!
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